sexta-feira, fevereiro 26, 2010

I’ll run through a thousand parties / I’ve run through a million bars




So Far Around The Bend - The National

(from "Dark Was The Night")


:-D

sábado, janeiro 16, 2010

Angeli



Angeli - Sasha Lazard

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Poética



Poética


De manhã escureço

De dia tardo

De tarde anoiteço

De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo

Do sul cativo

O este é meu norte.


Outros que contem

Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã

Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.


Vinicius de Moraes


2010


Este ano quero paz
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão...

O tempo passa e com ele
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar...

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer...

Este ano quero paz
No meu coração
Quem quiser ter um amigo
Que me dê a mão...

O tempo passa e com ele
Caminhamos todos juntos
Sem parar
Nossos passos pelo chão
Vão ficar...

Marcas do que se foi
Sonhos que vamos ter
Como todo dia nasce
Novo em cada amanhecer...


"Marcas do Que Se Foi" - Os Incríveis







quarta-feira, dezembro 30, 2009

Adeus...

... 2009!




Escape
- Craig Armstrong



no sorrow

never surrender

quinta-feira, novembro 26, 2009

sábado, novembro 21, 2009

E peço ao vento: traz a lua inocente das urzes, um silêncio, uma palavra

O AMOR EM VISITA

Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra
e seu arbusto de sangue. Com ela
encantarei a noite.
Dai-me uma folha viva de erva, uma mulher.
Seus ombros beijarei, a pedra pequena
do sorriso de um momento.
Mulher quase incriada, mas com a gravidade
de dois seios, com o peso lúbrico e triste
da boca. Seus ombros beijarei.

Cantar? Longamente cantar,
Uma mulher com quem beber e morrer.
Quando fora se abrir o instinto da noite e uma ave
o atravessar trespassada por um grito marítimo
e o pão for invadido pelas ondas -
seu corpo arderá mansamente sob os meus olhos palpitantes.
Ele - imagem inacessível e casta de um certo pensamento
de alegria e de impudor.
Seu corpo arderá para mim
sobre um lençol mordido por flores com água.

(...)

In "Ou o Poema Contínuo" - Herberto Helder

segunda-feira, novembro 09, 2009

...
















terça-feira, novembro 03, 2009

"um abrilhantamento musical mais q brilhante" *


questa musica è una poesia dolcissima
...
semplicemente bellissima.



Bravo!


* B.

domingo, outubro 25, 2009

would you?




"Would You?" - Holly Throsby

o silêncio

Rui C. (2009)

"O absurdo de tudo isso, disse Afonso, a paixão da paixão, a procura da procura, o desejo em último caso sem objecto, porque o seu objecto é o desejo e nada do que você conta, ou diz, ou sonha, existe, o medo do amor, disse ela, o medo que você tem de ir até ao limite de si próprio, de destruir tudo o que fica para trás e criar em seu lugar outra coisa,

Em que está a pensar? perguntou-lhe. Em nada, disse."

in "O silêncio" - Teolinda Gersão


Rui C. (2009)

“A ausência de sonho como alicerce de uma sociedade inteira, disse ela, uma sociedade sem desejos, sem paixão, e por isso ordenada, programada, bem adaptada ao seu próprio trilho, é preciso esmagar o desejo como forma de rotura, porque se de repente todos começassem a desejar, a imaginar, o mundo conhecido cairia por terra e entrar-se-ia noutro, diferente, e é essa possibilidade aterradora que é preciso esmagar a todo o custo, eu bem sei que seria perigoso, porque se de repente alguém dissesse: quem odiar a sua vida ao meio dia abra a janela e salte, toda a gente saltaria ao bater do meio dia e a rua ficaria de repente cheia de pessoas inadvertidamente mortas, mas por outro lado só quando se compreende que a alternativa é mudar a vida ou saltar da janela se adquire a exacta perspectiva das coisas.
em que está a pensar? perguntou-lhe. Em nada, disse."

in "O silêncio" - Teolinda Gersão


Rui C. (2009)

"a vida... sempre ela! repleta de indecisões, recomeços adiados, paixões reprimidas... inconfessadas!, de medos... de romper com o certo e trocá-lo pelo incerto (e quem sabe se...?). queria ter tido a coragem, mas... faltavam as palavras... sempre as palavras, as certas! não aquelas que preechem o silêncio quando não sabemos o que dizer... sempre fui mais dado ao silêncio, mas foi o silêncio que me matou."

in "diários dispersos" - R. Lima



Rui C. (2009)

quarta-feira, outubro 14, 2009

:-)


Se pudesse, coroava-te de rosas
neste dia -
de rosas brancas e de folhas verdes,
tão jovens como tu, minha alegria.

Terra onde os versos vão abrindo,
meu coração, não tem rosas para dar;
olhos meus, onde as águas vão subindo,
cerrai-vos, deixai de chorar.


in "As Mãos e os Frutos" - Eugénio de Andrade


parabéns!


terça-feira, outubro 13, 2009

I want to go where you go when you're gone


sweet Holly Throsby
in a little big concert

Rui C. (2009)


thanks a lot for your kindness

quinta-feira, outubro 01, 2009

:-)

na vida, não há longe nem distâncias...
para aqueles que mais amamos...

que as dificuldades que se sentem
se aplaquem no conforto da amizade e fraternidade...
:-)



parabéns!

sexta-feira, setembro 18, 2009

Coimbra tem mais encanto...

... na hora da despedida! :'(

Foto: Net


sexta-feira, agosto 21, 2009

o tempo passa a correr...

:'-)


domingo, agosto 16, 2009

Ainda continua a fazer sentido...


Rui C. (2009)

"A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que os simples factos do voo - como ir da costa à comida e voltar. Para a maioria, o importante não é voar, mas comer. Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar. Antes de tudo o mais, Fernão Capelo Gaivota adorava voar..."


Rui C. (2009)


"Todo o vosso corpo, desde a ponta de uma asa, até à ponta da outra asa - costumava dizer Fernão -, não é mais do que o vosso próprio pensamento, numa forma que podem ver. Quebrem as correntes do pensamento e conseguirão quebrar as correntes do corpo..."


Rui C. (2009)


in "Fernão Capelo Gaivota" - Richard Bach

Brincadeira


"Brinca comigo à procura
de uma estrela noutro céu
Brinca e lava a noite escura
com os sonhos que Deus te deu

Começa devagarinho
- por favor não tenhas medo
que o meu coração fez ninho
dentro do teu em segredo

Acorda os anjos que dormem
com a luz do teu sorriso
Faz com que não se conformem
e saiam do paraíso


Deixa-os entrar de repente
no teu quarto, a esta hora
em que a verdade mais quente
é o sono que te devora

Brinca comigo às escuras,
ensina-me o que não sei
Onde estás? Porque procuras
o coração que te dei?

in "Poesia" - Fernando Pinto do Amaral

segunda-feira, agosto 10, 2009

@-}---





 
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