Don't tell me this one you know
I know this one I know this song
I know this one I love this song
"Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos. Atingirás assim o ponto supremo da abstenção sonhadora, onde os sentimentos se mesclam, os sentimentos se extravasam, as ideias se interpenetram."
Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'
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Etiquetas: Andrew Bird, Concertos
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Etiquetas: Alexandre O'Neil, Amália, Sónia Tavares, The Gift
Fui à Feira do Livro e... encontrei lá uma data de coisas estranhas!
Um gato perdido (ou diria que era uma espécie de gato?),
um rapaz que teima em falar sobre pessoas estranhas que vivem num bairro igualmente estranho (e cada vez mas lotado),
um senhor que vendia sonhos em forma de lâmpadas (seriam do Aladino?) e...
um outro que vendia tragédias e derrotas divertidas...!
Cereja em cima do bolo? Sim... Estava lá a águia Vitória... :-)
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Etiquetas: Feira do Livro
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Etiquetas: António Ramos Rosa
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Etiquetas: Música Indie, Neil Hannon, Yann Tiersen
Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada.
Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema.
Porque tu me disseste quem em dera em Lisboa
Quem me dera me Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro.
Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio.
Porque tu me disseste quem em dera em Maio
Porque te vi morrer eu canto para ti
Lisboa e o sol. Lisboa viúva (com lágrimas, com lágrimas)
Lisboa a tua espera ó meu irmão tão breve
Eu canto para ti Lisboa à tua espera...
Manuel Alegre /Adriano Correia de Oliveira
[Lembrando este dia]
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Etiquetas: Adriano Correia de Oliveira, Amizade, Manuel Alegre, Saudade
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Etiquetas: Sophia de Mello Breyner Andresen
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Etiquetas: Eugénio de Andrade, Happiness
Não há uma realidade única, cabo. Há muitas realidades. Não há um mundo único. Há muitos mundos, e todos eles evoluem paralelamente uns aos outros, mundos e antimundos, mundos e mundos-sombra, e cada mundo é sonhado ou imaginado ou escrito por alguém num outro mundo. Cada mundo é a criação de uma mente. (...)
O real e o imaginado são um só. Os pensamentos são reais, mesmo quando pensamos em coisas irreais. Estrelas invisíveis, céu invisível. O som da minha respiração (…). Orações antes de adormecer, os rituais da infância, a gravidade da infância. Se eu morrer antes de acordar. Com que rapidez tudo se vai. Ontem uma criança, hoje um velho e, desde então até agora, quantas batidas de coração, quantos movimentos respiratórios, quantas palavras ditas e ouvidas? Alguém que toque em mim. Põe a tua mão no meu rosto e fala comigo…
In “Homem na Escuridão” – Paul Auster
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Etiquetas: Animais, Arthur Schopenhauer, Austrália
Lusofonia
rapariga: s. f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar o
atlântico para desembarcar no rio de Janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão.
in "A Matéria do Poema" - Nuno Júdice
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Etiquetas: Correntes D'Escritas, Nuno Júdice
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Etiquetas: Amizade, Correntes D'Escritas
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Etiquetas: Jorge Amado