domingo, junho 01, 2008

Cinco mesinhos...

... e muitos cabelinhos doilados!



Um sol que desponta...
E um riso inocente que nos aquece
Uma luz que a todos alumia,
Que nos comove e enternece...

Obrigado!

terça-feira, maio 20, 2008

Sugestão #6...

... para quem estiver por "aqueles lados" e gostar de arte!



:-D :-D



quarta-feira, maio 14, 2008

O meu sol...

Publicidade vista num outdoor

68 cm
7,25o kg

:-)


quinta-feira, maio 01, 2008

Quatro mesinhos...

... e dois lindos olhinhos!





Random thoughts #4



Um velho guardou um sorriso debaixo do colchão... pois o seguro morreu de velho!



quarta-feira, abril 30, 2008

That's Just What You Are




That's Just What You Are

(one two)

In our endeavor we are never seeing eye to eye
No guts to sever so forever may we wave goodbye
And you're always telling me that it's my turn to move
When I wonder what could make the needle jump the groove
I won't fall for the oldest trick in the book
So don't sit there and think you're off of the hook
By saying there is no use changing 'cause

That's just what you are
That's just what you are

Acting steady always ready to defend your fears
What's the matter with the truth, did I offend your ears
By suggesting that a change might be a thing to try
Like it would kill you just to try and be a nicer guy
It's not like you would lose some critical piece
If somehow you moved point A to point B
Maintaining there is no point changing 'cause

That's just what you are
That's just what you are

Now I could talk to you till I'm blue in the face
But we still would arrive at the very same place
With you running around and me out of the race

So maybe you're right, nobody can take
Something older than time and hope you could make
It better, that would be a mistake
So take it just so far

'Cause that's just what you are
That's just what you are
That's just what you are

Acting steady always ready to defend your fears
What's the matter with the truth, did I offend your ears
You're like a sleepwalking man, it's a danger to wake you
Even when it is apparent where your actions will take you

That's just what you are
And that's just what you are
That's just what you are
That's just what you are


Aimee Mann

domingo, abril 27, 2008

That was when time began

Errol Flynn & Mary Stuart
In "The Adventures of Don Juan" (1948)


Don Juan: Beloved, no power on Earth could've kept me from you. In all the world there's been but one image in my heart, one vision before my eyes...

Catherine: Yes, yes, go on...

Don Juan: I have loved you since the beginning of time.

Catherine: But you only met me yesterday...

Don Juan: Why, that was when time began!



sexta-feira, abril 25, 2008

Liberdade...

Um clássico...
:-)





O fim de um longo Inverno...




Dedicado a todos aqueles que lutaram por Portugal numa guerra sem sentido...

25 de Abril

quarta-feira, abril 23, 2008

E se...

... fosse assim tão fácil de encontrar?


segunda-feira, abril 21, 2008

Vidas Anónimas


Porque há vidas que nos passam ao lado - vidas anónimas, tantas vezes esquecidas pela nossa indiferença...



Último Sonho


Anoiteceu, uma vez mais…
E um a um, se foram acendendo
Os poucos e raros candeeiros,
Que com suas luzes bruxuleantes,
Mal alumiavam aquela viela junto ao cais,
Nauseabunda, obscura e mal amada,
Porto de abrigo de bêbados,
Mulheres da vida e marginais.


Lá fora ficara mais um dia
Que passara lento e pesado,
Com resignação e indiferença
Pelo corpo e pela alma…
Uma alma feita de silêncios…
Pesados, doridos e melancólicos,
De dores cheias de vazios,
De lágrimas secas e torpores alcoólicos.


Na penumbra, à janela daquele primeiro andar
Olhava a viela que se escurecia,
E quase sentia como de outros, os cheiros fétidos
E as corrompidas vidas que conhecia…
Não fora isto que para si sonhara
Quando tal ainda lhe fora permitido.
Uma maldição parecia, tudo o que vivera
Uma sensação de vazio… entorpecido.


Seu último sonho… ganhar asas
Como os anjos daquele filme noire
E voar… voar… voar rumo ao céu
Sem olhar para trás, para não mais tornar.
E era assim que teria acontecido
Não fora aquela a sua última gota de água
De uma vida onde o sonho fora banido…
Vida escrita com palavras de sangue e mágoa.


in "Vidas Anónimas"

R. Lima


Foto in www.gritosilenciosos.blogger.com.br

sábado, abril 12, 2008

Random thoughts #3

"Se Precisares..."
Rui C. (2008)

quarta-feira, abril 09, 2008

Náufrago...

A propósito de um sonho... náufrago nesta madrugada...

Foto in http://www.photografos.com.br

Mar, mar e mar


Tu perguntas, e eu não sei,

eu também não sei o que é o mar.


É talvez uma lágrima caída dos meus olhos

ao reler uma carta, quando é de noite.

Os teus dentes, talvez os teus dentes,

miúdos, brancos dentes, sejam o mar,

um mar pequeno e frágil,

afável, diáfano,

no entanto sem música.


É evidente que a minha mãe me chama

quando uma onda e outra onda e outra

desfaz o seu corpo contra o meu corpo.

Então o mar é carícia,

luz molhada onde desperta

meu coração recente.


Às vezes o mar é uma figura branca

cintilando entre os rochedos.

Não sei se fita a água

ou se procura

um beijo entre conchas transparentes.


Não, o mar não é nardo nem açucena.

É um adolescente morto

de lábios abertos aos lábios da espuma.

É sangue,

sangue onde a luz se esconde

para amar outra luz sobre as areias.


Um pedaço de lua insiste,

insiste e sobe lenta arrastando a noite.

Os cabelos da minha mãe desprendem-se,

espalham-se na água,

alisados por uma brisa

que nasce exactamente no meu coração.

O mar volta a ser pequeno e meu,

anémona perfeita, abrindo nos meus dedos.


Eu também não sei o que é o mar.

Aguardo a madrugada, impaciente,

os pés descalços na areia.




In “As Palavras Interditas”

Eugénio de Andrade


quarta-feira, abril 02, 2008

terça-feira, abril 01, 2008

Foi...ce...!

Este foi o meu 201º post e já lá quase 500 dias desde que iniciei este espaço... Para um blog do qual fiz pouca ou quase nenhuma divulgação, até me surpreendo com a quantidade de visitas que teve. Às vezes há surpresas agradáveis! Tive leitores regulares e uns tantos “para-quedistas” que aqui vinham aqui parar por obra e graça das pesquisas mais mirabolantes dos motores de busca... :-)

A todos vocês… gabo-vos a paciência! LOL

Mas tudo tem um fim...


...e este até já podia ter acontecido mais cedo. Esgotou-se o propósito deste blog… :-/



(à falta da versão dos "Resistência" no Youtube, fica esta dos "Trovante", que apesar de não ser a minha preferida... também fica bem!)


Fim


Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.


Mário de Sá Carneiro



A todos, o meu obrigado e… vá lá… não chorem!!! Lá no fundo, no fundo até nem vão sentir a falta… confessem lá! Hãã? Certo? ;-) Sempre podem assinar o livro da despedida... aqui!

Inté!

;-)


Tlês mesinhos...

... e um pezinho!



"Palabéns"!




domingo, março 30, 2008

Gravity


A painting shows Isaac Newton
contemplating the force—gravity—that causes
an apple to fall to the ground. (*)



Gravity

I never tried to see your face,
Nor did I want to know
The details of some lower place
Where I would have to go.

But love is strong as gravity,
And everyone must fall.
At first it's from the apple tree,
And then the western wall.

At first it's from the apple tree,
And then the western wall.
And then from you and the from me
And then from one and all


in "Book of Longing"
Leonard Cohen



(*)
http://student.britannica.com
/eb/art/print?id=57299&articleTypeId=0

sexta-feira, março 28, 2008

Efeméride...

28 de Março

Em 1515 nascia Santa Teresa de Ávila, madre Carmelita espanhola.

Uma homenagem a umas amigas... :-)

quarta-feira, março 26, 2008

116 anos sem Walt Whitman


Ao fim de quase dezanove anos...
este verso ainda hoje ecoa no meu imaginário!

Um grande poeta e um grande
filme!!
Eis a minha modesta homenagem...






O CAPTAIN! MY CAPTAIN!

I.
O captain! my captain! our fearful trip is done;
The ship has weathered every rack, the prize we
sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people are
exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim
and daring:
But O heart! heart! heart!
Leave you not the little spot,
Where on the deck my captain lies,
Fallen cold and dead.


II.
O captain! my captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle
trills;
For you bouquets and ribbon'd wreaths—for you the
shores a-crowding;
For you they call, the swaying mass, their eager
faces turning;
O captain! dear father!
This arm I push beneath you;
It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead.


III.
My captain does not answer, his lips are pale and
still;
My father does not feel my arm, he has no pulse nor
will:
But the ship, the ship is anchor'd safe, its voyage
closed and done;
From fearful trip, the victor ship, comes in with
object won:
Exult, O shores, and ring, O bells!
But I, with silent tread,
Walk the spot my captain lies,
Fallen cold and dead.


Walt Whitman
(1865)





Carpe Diem
:-)

terça-feira, março 25, 2008

Random thoughts

Um passo a tempo



nunca marca passo.




segunda-feira, março 24, 2008

Estou vivo e escrevo sol

s/t (2007)
Rui C.


Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em fios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol

Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol

A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida

Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maraviha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde


António Ramos Rosa

quarta-feira, março 19, 2008

Chuva de Março


http://www.fotodependente.com


Chuva de Março



A chuva detrás dos vidros,
a chuva de março,
acesa até aos lábios, dança.
Mas a maravilha
não é a primavera chegar assim
como se não fora nada,
a maravilha são os versos
de Williams
sobre a rasteira e amarela
flor da mostarda.


in "Rente ao Dizer" (1992)
Eugénio de Andrade


segunda-feira, março 17, 2008

Parabéns Irlanda


17 de Março



Dia de São Patrício
(Padroeiro da Irlanda)


Amhrán na bhFiann


Sinne Fianna Fáil

A tá fé gheall ag Éirinn,
Buion dár slua
Thar toinn do ráinig chugainn,
Fé mhóid bheith saor.
Sean tír ár sinsir feasta
Ní fhagfar fé'n tiorán ná fé'n tráil
Anocht a théam sa bhearna bhaoil,
Le gean ar Ghaeil chun báis nó saoil
Le guna screach fé lámhach na bpiléar
Seo libh canaídh Amhrán na bhFiann.


("Canção do Soldado" - Hino Nacional Irlandês)

domingo, março 16, 2008

I wish...


Viana do Castelo
(B y G o o g l e)

sábado, março 15, 2008

O Labirinto do Fauno

A inocência tem um poder que o mal não imagina...




O Labirinto do Fauno (2006)
Guillermo del Toro


Espanha, 1944. Oficialmente, a Guerra Civil já terminou há cinco anos, mas um pequeno grupo de rebeldes continua a lutar, invencível, no norte montanhoso de Navarra.

Ofélia, uma menina sonhadora com 10 anos, muda-se para Navarra com a sua mãe, grávida e frágil para conhecer pessoalmente o seu novo padrasto, Capitão Vidal, um oficial fascista com ordens para eliminar os rebeldes do território remoto.

Solitária, a menina trava logo amizade com Mercedes, jovem cozinheira da casa que serve de contacto secreto dos rebeldes. Ofélia, nos seus passeios pelo jardim da casa onde passou a morar, descobre um labirinto e logo se abre um espectacular mundo de fantasia...



Às vezes... a melhor realidade é a que criamos dentro de nós!

A banda sonora é lindíssima... :-)

terça-feira, março 11, 2008

Uma dedicatória...

Seis meses é muito tempo...



Até sempre amigo...

domingo, março 09, 2008

Set the Controls for the Heart of the Sun *

Set the Controls for the Heart of the Sun
RC (2008)


Na vida
(na minha, na tua, na nossa)...

O que é...


Essencial ?

Verdadeiramente essencial?
O que andamos cá a fazer...?


(*) Waters (1968)

sábado, março 08, 2008

Ser Mulher

Uma Flor Entre Flores *



Ser mulher


Ser mulher
, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida, a liberdade e o amor,
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior...


Ser mulher, desejar outra alma pura e alada
para poder, com ela, o infinito transpor,
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um Senhor...


Ser mulher, calcular todo o infinito curto
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...


Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!


Gilka Machado


* Fotos: Internet
* Montagem: R. Coelho

terça-feira, março 04, 2008

Felicidade é...

... ter um bilhete para a primeira fila deste ímpar milagre!

Fila A, Lugar 1...


Atrium SolarisRui C. (2008)

Mas a sala tinha muitos lugares vazios...

sábado, março 01, 2008

E se o (meu) mundo...

... se resumisse a treze palavras?



Pediram-me doze palavras...
E que doces palavras seriam essas?
Acabei por treze escolher...
Pois não podia deixar de incluir: "Acreditar"...
... em mim, nos outros, no futuro...
Simplesmente... Acreditar!

Podiam até ter sido muitas mais...
mas havia um limite,
que por paradoxo, foi cumprido e ultrapassado...
Foram estas treze as escolhidas...
para ganharem nova vida neste lugar...
Foram estas... as que mais me fizeram sorrir
enquanto as estava a escrevinhar...

Podia até ter-lhes escrito um texto,
utilizando essas doces palavras...
mas faltava tempo e inspiração!
E eis que num repente repentino
foram-se encruzilhando entre si
sem que pudessem ser impedidas...
Pois, as palavras não vivem sozinhas...
E não se deve contrariar palavras decididas!!!

Há palavras com forte personalidade e...
às vezes, ganham vida própria!

E se o mundo… - Pedro GiniO
(foto adaptada por R. Coelho para este post)
[CLICAR na foto para se ver melhor]


Houve uma palavra que propositadamente não foi escrita (a antepenúltima). Não a quis, para já, revelar... Tudo tem um altura certa! Mas não podia deixar de lhe reservar um cantinho "só para ela"! :-)

Por outro lado, posso também deixar o desafio de escolherem outra que vos tenha tanto significado, como esta tem para mim... :-)

Aguardo comentários... :-)

:-D

PALABÉNS...

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Esgotei o meu mal, agora

Fecha-se uma porta...
Rui C. (2007)

Esgotei o meu mal, agora
Queria tudo esquecer, tudo abandonar
Caminhar pela noite fora
Num barco em pleno mar.

Mergulhar as mãos nas ondas escuras
Até que elas fossem essas mãos
Solitárias e puras
Que eu sonhei ter.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Tudo tem um fim...



ENFIM...




quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Buried Bones



Tindersticks


Uma música... Um filme...


quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Ctrl + Alt + Del




:-(




segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Escrita de um sonho breve


Na curva de um sonho,
Encontrei ternura e magia
Ness'olhar sereno e risonho...

Na curva de um sonho
Rui C. (2008)



Esperarei calma e tranquilamenteAté que minha esperança
Se antepasse e envelheça...



Até que a Espera(nça) Se Envelheça...
Rui C. (2008)



Através dos ramos,
Uma luz baça e longínqua...
Onde estás?

Onde Estás?
Rui C. (2008)



Textos (excertos):
R. Lima

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Tela Abensonhada

Tela Abensonhada
Rui C. (2008)


Procuro-te
Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.

Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e um corpo estendido.

Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,

a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.

Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.

Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.

Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre - procuro-te.


in As Palavras Interditas
Eugénio de Andrade

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Sugestão #5

Uma descoberta recente... e do melhor que tenho ouvido!
:-D

*****





“Dance With Me" (*)

Nouvelle Vague



(*) original de "Lords of the New Church”



Ai, aquela voz... :-}







segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Dourado

Espectáculo solar...

Onde Me Levas... Rio?
Rui C. (2008)

Onde me levas, rio que cantei,
esperança destes olhos que molhei
de pura solidão e desencanto?
Onde me levas?, que me custa tanto.

Não quero que conduzas ao silêncio
de uma noite maior e mais completa,
com anjos tristes a medir os gestos
da hora mais contrária e mais secreta.

Deixa-me na terra de sabor amargo
como o coração dos frutos bravos,
pátria minha de fundos desenganos,
mas com sonhos, com prantos, com espasmos.

Canção, vai para além de quanto escrevo
e rasga esta sombra que me cerca.
Há outra face na vida transbordante:
que seja nessa face que me perca.



In As Mãos e os Frutos
Eugénio de Andrade

Arte Humana


Lindo!

Dá-me uma mãozinha
Rui C. (2008)






quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Um dia...

O melhor do dia foi mesmo o café Nicola (passo a publicidade, mas é o meu preferido), que bebi à tarde...
E há coisas curiosas que dão que pensar...

Quase...

Sou uma Nuvem Passageira
Rui C. (2007)



Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para ati
ngir, faltou-me um golpe de asa...

Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...


Mário de Sá-Carneiro

Futuro do Indicativo

"Se tivesse de recomeçar a vida, recomeçava-a com os mesmos erros e paixões. Não me arrependo, nunca me arrependi. Perdia outras tantas horas diante do que é eterno, embebido ainda neste sonho puído. Não me habituo: não posso ver uma árvore sem espanto, e acabo desconhecendo a vida e titubeando como comecei a vida. Ignoro tudo, acho tudo esplêndido, até as coisas vulgares: extraio ternura duma pedra."

Raul Brandão - in Memórias

Foto tirada da Internet
(sem créditos)

Pretérito Imperfeito do Indicativo

Gastámos Tudo Menos o Silêncio
Mariah


Sometimes with One I Love


Sometimes with one I love
I fill myself with rage
for fear I effuse unreturn'd love,
But now I think there is no unreturn'd love,
the pay is certain one way or another,
(I loved a certain person ardently
and my love was not return'd,
Yet out of that I have written these songs.)



Walt Whitman


quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O meu último Voo Nocturno

Swordfish Augusta Raid Aug 1940
by C McHugh


Voo Nocturno


Agora já não vejo o sol
nem o seu reflexo lunar
levo as asas nos bolsos
e o coração a planar
neste voo nocturno
não sei onde vou aterrar

Sinto as nuvens nos meus pulsos
e o leme sempre a consentir
são sempre os mesmos ossos
que eu insisto em partir
neste voo nocturno
só quero mesmo resistir

Neste voo nocturno sou mais leve do que o ar
neste voo nocturno não sei onde vou acordar

Em baixo há manchas no canal
mas eu não as quero ver
o aeroplano está frio
e as hélices a ferver
o nariz do avião
só obedece a quem quiser

Agora não existe nada
o meu motor "ao ralenti"
vou revendo em surdina
tudo o que eu vivi
neste voo nocturno
a madrugada vem aí


Jorge Palma

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Bem-aventurados os humildes...


Afinal de contas, parece que acabaram por dar a mão à palmatória! Acho que fica sempre bem saber reconhecer os nossos erros! :-)

Uma bonita atitude de humildade, ou será umildade...? ;-)
O "novo" Acordo Ortográfico está aí quase a estalar... E aos anos que é "quase"!

Sábado saem as pautas! Depois digam-me quanto tive e se dá para ir à 2ª Frequência!

Parabéns :-)

Gelukkige verjaardag!
(Dutch-Flemish)
Joyeux Anniversaire!
(Français)
Feliz Aniversário!
(Português)

Foi só uma piada!!! Eh! Eh! Eh!


domingo, fevereiro 03, 2008

Coisas que não entendo :-/

O Campeonato da Língua Portuguesa (versão 2008) brinda-nos com esta pérola!



Alguém me sabe explicar o porquê de ser uma aliteração e não um polissíndeto?
Não entendo... :-(

Dumailindo...


...

Ninguém...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

"Palabéns"

Palabéns Lafael...



Um mesinho já cá canta!
Ah, pois é!!!!

:-D




 
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